Um grande líder, seis princípios...

Prefeito de Nova York por dois mandatos, Giuliani é um homem de valores fortes e não abre mão deles em função dos críticos ou da imprensa.

Prefeito de Nova York por dois mandatos, Giuliani é um homem de valores fortes e não abre mão deles em função dos críticos ou da imprensa.

Hoje, auxilia líderes em todo o mundo a resolver problemas estratégicos. Nesse elogio contundente, a revista conseguiu listar alguns atributos de um grande líder. E foi como grande líder que “Rudy” Giuliani emergiu no cenário mundial após a crise do 11 de setembro. Há sete anos, o advogado vem se dedicando justamente ao tema da liderança.

O servidor público

Giuliani foi prefeito de Nova York por dois mandatos, de 1994 a 2001. Antes disso, servindo ao judiciário americano, chegou a ser Procurador Geral dos Estados Unidos por quase dez anos, tempo em que contabilizou mais de 4.000 condenações relacionadas a tráfico de drogas, crime organizado, crimes de colarinho branco e corrupção no governo.

Sua experiência de combate ao crime fez com que entrasse para a história antes mesmo do 11 de setembro. Durante sua gestão como prefeito, Nova York, antes conhecida como uma cidade perigosa, foi reconhecida pelo F.B.I. (Federal Bureau of Information) como a cidade grande mais segura dos Estados Unidos. Sob a liderança de Giuliani, a criminalidade caiu 57%. Assim, a gestão Giuliani tornou-se referência para muitos governos, tanto que, no início de junho, ele esteve visitando o Morro Dona Marta, no Rio de Janeiro, junto com o governador do estado, Sérgio Cabral.

Embora seu segundo mandato tenha sido controverso, Giuliani, com olho atento aos resultados, fez bonito em várias frentes: aumentou o número de adoções de crianças em 65%, criou 450.000 empregos e estabeleceu um sistema de remuneração de professores baseado em desempenho, entre outras realizações.

Em 2008, aos 64 anos, foi candidato à presidência dos Estados Unidos, pelo partido Republicano, mas John McCain foi o nome confirmado pelo partido para a disputa.

Seis princípios norteadores

Logo após ter deixado a prefeitura de Nova York, em 2002, Giuliani fundou a Giuliani Partners, uma empresa de consultoria. Nessa época, foi reconhecido como “consultor do ano”, pela Consulting Magazine.

Sua empresa auxilia líderes a resolver problemas estratégicos. Nessa empreitada, Giuliani e sua equipe baseiam-se em seis princípios:

1 - integridade – qualidade daquele que tem suas crenças e as segue na tomada de decisão, inspirando atitudes coerentes nos demais;
2 - otimismo – característica de quem consegue ver o melhor resultado possível e convencer as pessoas a persegui-lo;
3 - coragem – atributo necessário para ser capaz de superar um medo que é reconhecido;
4 - preparo – “Se você se prepara constantemente, você será capaz de reagir ao inesperado como que por uma intuição”, afirma Giuliani;
5 - comunicação – “Você tem de ser capaz de conversar com as pessoas e mostrar aquilo em que acredita. Escutar importa tanto quanto falar”, ensina;
6 - responsabilidade – “Nada contribui mais para construir a confiança sobre um líder do que sua disposição em assumir responsabilidade por tudo o que acontece durante seu mandato”.

Giuliani é um homem de valores fortes e não abre mão deles em função dos críticos ou da imprensa. No site Winston Churchill Leadership, lemos: “Para Giuliani, líderes lideram por suas ideias, e elas devem refletir as crenças dos líderes”.

Ao lidar com sua equipe, o prefeito demonstrava confiança nas pessoas, que lhe devolviam confiança. Para contrabalançar suas próprias deficiências, Giuliani selecionava muito bem seus assessores. Costumava formar duplas entre seus colaboradores, de modo que usassem habilidades complementares na conquista de um resultado.

Tinha o hábito de fazer reuniões diárias e deixar que todos os, pelo menos, 15 participantes falassem sobre seus projetos e contribuíssem com os colegas. Assim, ele exercia o controle sobre sua equipe e tinha a oportunidade de conhecer detalhes de cada operação. Recursos que Giuliani constantemente adotava eram análise estatística, indicadores de desempenho e gráficos que mostrassem o progresso de suas ações.


Força e fragilidade na crise

Poucos líderes no mundo precisaram enfrentar uma crise da dimensão daquela ocasionada pelo ataque terrorista ao World Trade Center, em 2001. Giuliani não vacilou na emergência, assumiu a responsabilidade e manteve-se próximo de sua gente.

Na avaliação dele, estava apenas realizando o trabalho para o qual fora nomeado. Ele explica, em entrevista ao Academy of Achievement, que vários órgãos envolvidos em emergências estavam a ele subordinados. “Parte da minha descrição de cargo era supervisionar emergências. Eu deveria estar lá para me certificar de que todos estavam trabalhando juntos, e também para me comunicar com o público, de modo que a informação que as pessoas precisassem para estar mais seguras fosse transmitida.”

Confirmando a visão de Bill George, o especialista em liderança que credita às vivências difíceis parte do sucesso de um líder, Giuliani acredita que a luta que travou contra o câncer de próstata impactou sua força para enfrentar os riscos da situação, o luto e sua capacidade de compreensão sobre o que as pessoas passaram após o ataque, tendo que encarar a mortalidade e questões como por que uns morrem e outros não. “Essas são questões que deixam os seres humanos perplexos. Quando você tem de enfrentar isso na sua própria vida, você cresce ou retrocede”.

Foi com essa força que Giuliani compareceu a inúmeros funerais àquela época e pôde, também, manifestar sua própria dor. “Ter sido capaz de compartilhar isso com as pessoas e ajudá-las de algum modo ajudou-me de muitas maneiras, espiritualmente e emocionalmente”, recorda.

Por: Alexandra Delfino de Sousa

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