Gestão do Conhecimento

“(...) A gestão do conhecimento está caminhando, rapidamente, para ser uma das prioridades das organizações, em função da urgência e da necessidade premente de diferenciação através do conhecimento, sendo essa uma fonte clara de competitividade duradoura, impulsionada pela rápida evolução das tecnologias de informação e comunicação. As empresas que investem realmente em ações e processos estratégicos capazes de torná-las cada vez mais competitivas e líderes já se conscientizaram de que têm que gerenciar com excelência, o fluxo de conhecimento para gerar valor proveniente de seu capital intelectual.

Uma das principais razões desta prioridade está no fato de que as empresas de ponta que sofrem com índices impactantes de turnover de seus executivos-chave vêem na gestão do conhecimento uma solução para a diminuição das perdas de know-how e capital intelectual, consequência direta da saída de seus profissonais e experts. Segundo o Gartner Group, nos Estados Unidos mais de 90% das grandes corporações já têm pelo menos uma iniciativa de gestão de conhecimento.

O interesse em torno do tema Gestão do Conhecimento, tanto “acadêmico” quanto nas empresas modernas, é muito grande. Mas do que trata exatamente? As organizações podem “gerenciar” o conhecimento? O que deveriam fazer de maneira diferente? Em que deveriam prestar atenção?

Os conceitos e as teorias de gestão do conhecimento têm sido bem documentados. Todavia, há poucos manuais a serem considerados sobre como implementar a gestão do conhecimento na organização. Isso ocorre porque, a gestão do conhecimento é um campo em rápida evolução que foi criado pela colisão de diversos outros — recursos humanos, desenvolvimento organizacional, gestão da mudança, tecnologia de informação, gestão da marca e reputação, mensuração e avaliação de desempenho. Todos os dias são geradas novas compreensões, conforme as organizações têm experiências, aprendem, descartam, retêm, adaptam-se e avançam. A gestão do conhecimento mapeia esses caminhos, utilizando técnicas que permitem fazer ligações entre conceitos e ações específicas.

O mundo moderno vem discutindo o tema, das mais variadas formas, em função das mais variadas demandas. O que se faz primordial é ressaltar que a gestão do conhecimento não se reduz simplesmente à inserção de conteúdos organizacionais em depositários tecnológicos, de fácil acesso. Ela exige, antes de mais nada, que a empresa possua uma cultura de compartilhamento do conhecimento. E, nesse contexto, conta muito os aspectos relacionados ao modelo e estilo de gestão existentes nas organizações e, sobretudo, do papel da liderança como fomentador da criação e disseminação do conhecimento.

É preciso entender realmente o conhecimento primordial e o que, enquanto empresa, precisa-se fazer para utilizá-lo. O modelo realmente factível é aquele que se implementa em se considerando, antes de mais nada, a cultura organizacional e a mudança a ser viabilizada.

Isto vem a nos fazer pensar sobre algumas questões que as organizações têm que responder sobre gestão do conhecimento:

  • A sua organização tem uma cultura de compartilhamento do conhecimento?
  • Como o modelo de organização de sua empresa seria descrito: rígido ou flexível?
  • A sua organização tem criado ferramentas eletrônicas que fazem a interface pessoas/informações?
  • Existe o hábito e a prática de alimentar as bases de dados, rotineiramente?
  • As pessoas sabem procurar o que necessitam e onde/como disponibilizar o conhecimento individual?
  • As pessoas aplicam o que aprendem fora da organização no seu trabalho?
  • A sua organização se utiliza de jogos e simulações para entender melhor o contexto real dos negócios?

Estas, dentre tantas outras, são perguntas básicas que fazem parte do processo de reflexão a ser empreendido pelas organizações, antes de se lançarem superficialmente na implementação de um modelo de gestão do conhecimento. Isso garantirá uma visão clara do desafio, fronteiras e barreiras existentes, além do melhor entendimento dos fatores de sustentação do processo a médio e longo prazos. O segundo passo dessa jornada, com certeza, é a concepção do processo de implementação que, indiscutivelmente, impulsionará essas organizações à definição de ações desafiadoras para a mudança efetiva. As empresas devem focar o conhecimento existente e, simultaneamente, criar novos conhecimentos através da disponibilização do conhecimento individual para todos na organização.

O desafio se inicia pela definição de diretrizes verdadeiramente eficazes para a real extração do saber e criação do valor, através da gestão do capital intelectual de sua organização.

Além disso, a partir de uma perspectiva estratégica, alguns conhecimentos podem não valer a pena ser articulados e codificados. Identificar qual CI - Capital Intelectual deveria ser convertido em AI - Ativo Intelectual é uma das tarefas principais da GAI - Gestão do Ativo Intelectual.

Converter CI em AI tem diversas vantagens:

  • é mais fácil transferir conhecimento articulado e codificado de um indivíduo para outro ou de um para muitos;
  • a organização é mais capaz de reter conhecimento no caso do seu criador ir embora;
  • a organização é capaz de negociar ou vender AIs independentemente dos indivíduos que os desenvolveram originalmente;
  • a organização pode reclamar direitos de propriedade sobre conhecimentos articulados e codificados e está em melhor posição para protegê-los legalmente, no caso de entender que isso é desejável.

A GC – Gestão do Conhecimento, também se preocupa com a codificação do CI e AI, mas a razão para fazê-lo é alcançar os dois primeiros objetivos — transferir e reter.

O processo de gestão do conhecimento examina o alinhamento de todo o portfólio de ativos intelectuais de uma organização, adquirindo, despojando e alavancando esses ativos para alcançar metas estratégicas.

A GAI também pode ser uma maneira fácil de começar a “vender” a GC para a gerência-sênior, quando alerta o “olhar” para a análise de ativos que podem estar sendo negligenciados e pode ajudar:

  • a montar um portfólio de ativos tecnológicos;
  • melhorar a posição competitiva nas negociações de um empreendimento conjunto ou de uma parceria;
  • evitar que colaboradores vão embora com conhecimentos que são essenciais para o negócio e aliem-se a concorrentes, e
  • proteger mercados desejáveis por um período de tempo mais longo.

A gestão do conhecimento auxilia a entender as implicações do domínio do conhecimento neste novo mundo de negócios e a enxergar oportunidades por um novo ângulo (...)”

 

Fonte: Manual de Gestão do Conhecimento, Wendi R. Bukowitz / Ruth L.. Williams

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